13 Outubro, 2006

Quem disputa as eleições: times ou partidos?

A atual disputa presidencial dá a impressão de uma final de campeonato de futebol. Só que ao invés dos torcedores dos times, temos os torcedores dos partidos, no caso PT e PSDB, e seus respectivos coligados. E torcedor, normalmente é aquele sujeito apaixonado. O time pode ter jogadores fracos, técnico incompetente, esquema de jogo inexistente, dirigentes picaretas, que mesmo assim será o melhor time do mundo para o torcedor fanático. Assim também parecem se portar alguns eleitores, uma boa fatia destes. Não importa o que o candidato diga, faça, proponha ou deixe de propor. Terá o apoio incondicional.

Em alguns casos a torcida é mais contra o outro time, digo, partido/candidato, do que a favor do escolhido. Sabe quando um time brasileiro disputa um título internacional importante, como Libertadores? Os torcedores dos times arqui-inimigos fatalmente torcerão contra. Simples assim.

Se no caso dos campeonatos, os técnicos armam as estratégias dos times; no caso das eleições, os marqueteiros armam as dos partidos (ou coligações). E os torcedores/eleitores, após se informarem e memorizarem a tal estratégia, a defendem vorazmente.

No meio disso tudo, ficam aqueles que ainda pretendem decidir em quem votar e os torcedores não fanáticos. Mas a disputa eleitoral, diferente do que deveria ser, se torna um mero jogo de ataque, digo, acusação; e defesa. Contra-ataque, digo, contra-acusação; e defesa. Proposta concreta que é bom, não tem nenhuma. Alguém que pretende governar um país, ou mesmo estado ou município que seja, deveria elaborar um plano para isso, dizendo quanto dinheiro vai destinar pra cada área, para fazer o que exatamente, em quais estados, porque...etc, etc, etc. Mas acho que esse tipo de assunto deve ser mesmo muito chato. Joguinhos de intriga, escândalos, bravatas, acusações...rendem muito mais. Não é a toa que novela de TV com esse ingredientes dá audiência. Acho até estranho que os autores aproveitem pouco os temas eleições e futebol em seus folhetins, embora alguns já o tenham feito. A boa e velha fórmula maniqueísta, “bandido x mocinho”, que até o cinema holywoodiano vem substituindo, aqui continua muito viva nos discursos dos torcedores, digo, simpatizantes, de cada partido.

Como os eleitores não podem cometer abusos, os proibiram de usar a camisa do time, digo partido/candidato. Assim como as torcidas uniformizadas também tiveram que deixar seus uniformes no armário. Mas como tudo vai para o tapetão, digo, tribunal, acho que já conseguiram liberar as camisas.
E tanto na eleição, como no futebol atual, o importante é ganhar. Mesmo que seja jogando feio, com gol de mão, impedido, e aos 48 da prorrogação. Até porque segundo turno tem cara de prorrogação. Mas se não der pra decidir no tempo normal, digo, nas urnas, a gente vai pra disputa de pênaltis, e aí é loteria. Ou não?

1 Comments:

At 24/10/06 13:56, Anonymous Anônimo said...

É isso aí... adorei a ma´teria das eleiões.
Tá lindo o blog, amor!
Beijos, Helô

 

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